É desesperador constatar como as religiões cristãs - destaco estas por serem as mais influentes aqui no Brasil - ainda dominam as pessoas, mesmo em pleno século XXI. E como essas religiões reforçam e incentivam preconceitos.
O preconceito, que essas religiões têm em relação aos cidadãos e cidadãs LGBTs, é, no mínimo, desumano. Os líderes dessas religiões se alimentam da homofobia - o último preconceito legalmente aceito. Nesse caso, não ser homofóbico implicaria na perda de adeptos, e consequentemente, muita grana. As religiões cristãs precisam, para se manterem no poder, de bodes expiatórios. Primeiro foram os Judeus e depois as mulheres, sempre vistos e vistas como símbolos do mal. Como ficou muito politicamente incorreto satanizarem judeus e mulheres, passaram então a perseguir @s LGBTs. À medida que avançarmos na conquista dos nossos direitos eles terão de arrumar outros para discriminarem. Afinal de contas, as religiões precisam do mal para o contraponto do bem.
A conta para essas religiões é simples: quanto maior o rebanho, maior o patrimônio. Assim, o ciclo de injustiça e violência prossegue.
A grande contradição é que, segundo essas religiões, o que elas pregam é o amor ao próximo. Ora, onde existe amor não existe ódio. E, a homofobia é a manifestação clara e desesperada do quanto um indivíduo pode odiar seu semelhante. Um homofóbico é incapaz de reconhecer o amor entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, esse amor pode intimidá-lo e assustá-lo. Essa incapacidade pode se manifestar como uma simples reação de desconforto, ou chegar ao extremo de uma ação violenta, que pode inclusive levar a morte.
E ai me pergunto, são esses os valores que eles querem nos empurrar goela abaixo? Obrigado, mas não! Dispenso categoricamente esses valores. Prefiro continuar com os meus ideais de igualdade e justiça. Ideais que esses mesmos líderes religiosos insistem em classificar como regalias e privilégios.
Não, senhores hipócritas, não são regalias nem tão pouco privilégios, são apenas direitos. Quero ter o direito legítimo de me casar quando der na telha, sem que para isso tenha que recorrer à Justiça. Quero ter o direito de demonstrar meu afeto em público, sem que para isso corra o risco de ser agredido verbal e/ou fisicamente. Quero portanto, ter o direito de ser quem sou. Sem ser xingado, agredido ou morto por conta disso. Não quero mais, mas também não quero menos. Exijo sim, a igualdade!
Lindo, Júlio, ficou perfeito! divulgue bastante, amigo.
ResponderExcluirBeijo,
Ricardo Aguieiras
aguieiras2002@yahoo.com.br
Bom dia Julio, gostaria de parabenizar por seu blog ótimo e conteúdo maravilhoso.
ResponderExcluirTambém desejo lhe fazer um pedido, posso postar seus posts e matérias em meu blog e face, dando os créditos é claro, aguardo tua resposta, abraços.
olha se há os íncones para postagens claro que se pode compartilhar..qualquer problema me avise e retiro se for o caso, grato.
ResponderExcluirPode sim Nunes, mas deixa ai o link do seu blog pra gente conhecer.
ResponderExcluir